Depilação a laser

Os lasers ou fontes de luz indicados para a depilação a laser emitem um feixe de luz altamente concentrado que ao atingir o folículo piloso, é absorvido pela melanina presente na raiz do pelo. Essa energia emitida irá, através do calor, promover a destruição do pelo. Há uma perda estimada de 20 a 50% de pelos por sessão.

Hoje, no mercado, existem vários tipos de aparelhos para a redução permanente de pelos. Dentre eles, podemos citar: laser de alexandrita, laser de rubi, laser de diodo, laser Nd:Yag e Luz Intensa Pulsada.

A diferença entre eles é apenas o sistema utilizado, isto é, cada tipo de aparelho irá emitir um tipo de laser, de luz que operam com determinado comprimento de onda que é seletivamente absorvido pela melanina e tem penetração profunda na derme. Eles também diferem na duração do pulso, pelas fluências máximas que atingem, pelo tamanho dos spots e pela combinação com sistemas de resfriamento.

A escolha do aparelho mais indicado irá depender do tipo de pelo e cor da pele. Por exemplo, uma pele clara com pelo escuro responderá bem ao laser diodo, laser alexandrita e luz intensa pulsada. Uma pele escura com pelo escuro, responderá bem ao laser diodo e laser Nd:Yag. Peles bronzeadas e mais escuras necessitam devem ser feitas com aparelhos que possuam pulsos longos. A intensidade dos aparelhos é muito variável.

Isso é importante, pois em peles escuras ou bronzeadas, usamos intensidades menores. Eles podem ser usados em todas as regiões do corpo, porém cada área do corpo tem um tipo de resposta. Por exemplo, virilha e axilas tendem a ter melhores resultados que áreas como buço e costas de homem, pois no buço os pelos são mais finos e as costas tem a pele mais espessa.

A cor da pele e o tipo de pelo são indicativos do melhor tipo de tecnologia a ser usada e da resposta do paciente ao tratamento. De modo geral, quanto mais clara a pele e mais escuro e grosso o pelo melhores serão os resultados. Deve ser frisado que alguns medicamentos (costisona, fenitoína, ciclosporina) ou algum desequilíbrio hormonal (síndrome do ovário policístico ou menopausa) podem inibir a remoção permanente dos pelos com o laser, uma vez que, eles continuam a ser estimulados a nascer.

Logo, o paciente deve ser informado sobre a possibilidade de nascimento de novos pelo e a necessidade de tratamentos de manutenção. A dor é variável, dependendo da sensibilidade individual.Após as sessões de laser haverá vermelhidão e leve inchaço ao redor dos folículos pilosos e sem alteração da pele em que não há pelo. Pode haver ardência e sensação de queimação, o que é transitório.

Existem alguns cuidados pré e pós-aplicação que devem ser seguidos. Pacientes com bronzeamento recente ou com a pele mais escura deve ser feito um pré-tratamento com cremes clareadores, usar protetor solar, evitar o sol, a fim de, reduzir o número de sessões, tornar o tratamento mais efetivo, menos dolorido e diminuir os riscos de complicações.

Outra recomendação é ficar pelo menos 4 semanas sem “arrancar” os pelos com pinça ou cera, pois a presença da haste do pelo facilita a absorção da luz.

Após a aplicação do laser pode ser aplicado compressas frias que irão reduzir a dor e o inchaço. Também podem ser utilizado creme com corticoides (anti-inflamatórios) para diminuir a vermelhidão e inchaço. Deve-se evitar arrancar as pequenas crostas e coçar. Na primeira semana após o tratamento deve-se evitar a exposição solar e usar filtro solar. O uso de maquiagens está permitido no dia seguinte ao tratamento.

O número de sessões varia entre 3 a 10 aplicações e os intervalos entre elas são mensais.

Os pelos não acabam na primeira sessão. Eles possuem um ciclo de crescimento que possuem 3 fases (anágena – crescimento, catágena – regressão e telógena – repouso). Nós temos, ao mesmo tempo, pelos em todas as fases de crescimento. O laser atua na fase anágena do pelo. Logo, devemos fazer mais de uma sessão, pois naquela primeira sessão temos pelos em diversas fases.

A depilação a laser está contraindicada em mulheres grávida e que estejam amamentando e pessoas com infecção ativa no local onde o laser será aplicado. O perigo são as queimaduras e estas evoluírem para cicatrizes e manchas claras ou escuras.

Tatuagem, maquiagem definitiva, manchas senis podem ser clareados ou distorcidos após o tratamento. Um dos possíveis efeitos colaterais do laser são os surgimentos tanto de manchas mais claras, como de manchas mais escuras. Isto é mais comum em pacientes de pele escura ou bronzeadas recentemente. Todas tem caráter temporário.

Todos os tipos de pele podem ser submetidas à depilação a laser. As pessoas com pele clara podem ser tratadas com segurança com qualquer aparelho, no entanto, as pacientes com pele escura devem ser tratadas com aparelhos de comprimento de onda mais longo. Pessoas com a pele bronzeada devem evitar o tratamento até que o bronzeado desapareça, porém existem alguns aparelhos que podem ser usados neste caso. São aparelhos que possuem pulsos ultralongos, no entanto, a eficácia é menor, já que se utilizam potências mais baixas (queremos proteger a pele, para não ocorrer queimaduras, manchas) e a dor é maior, pois a duração do pulso é maior.

Laser e luz pulsada não é a mesma coisa. O laser é um aparelho que emite o feixe de luz em apenas um comprimento de onda (neste caso, comprimento de onda que seja absorvido pela melanina) e a luz pulsada é uma fonte intensa de luz onde são emitidos feixes de múltiplos comprimentos de onda e dentro disso há um comprimento de onda que é absorvido pela melanina.

Durante o tratamento, só deve ser usado lâmina para barbear ou cremes depilatórios, ou seja, somente métodos que cortem o pelo e não o arranquem pela raiz. A raiz do pelo deve ser preservada, pois ela é o alvo do laser (onde fica a melanina). Pacientes com pele clara e o pelo escuro apresentam as melhores respostas, pois neste caso podemos utilizar fluências mais altas, já que os riscos de complicações são menores e, assim, a resposta mais satisfatória.

Por isso, estar com a pele bronzeada pode levar você a fazer mais sessões, deixando os pelos mais finos e cada vez mais difíceis de serem tratados e aumenta a incidência de efeitos colaterais.

 

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