ESTRIAS – Você sofre com elas?

Estrias são condições cutâneas bem conhecidas e comuns, associadas ao estiramento contínuo e progressivo da pele. Incidem em 5 a 35 % da população, sendo que atingem as mulheres cerca de 2,5 vezes mais que os homens.

O aparecimento de estrias é mais observado em pessoas obesas, na gravidez, perda de e no ganho peso rápido, nas síndromes de Cushing e de Marfan e em terapias prolongadas com corticosteróides ou sua aplicação tópica. As estrias sofrem uma evolução clínica reconhecida similar àquela envolvida na formação da cicatriz. Inicialmente, elas surgem em tiras, com diferentes formatos (retilíneo, curvilíneo, formato em “S”, zigue-zague ou espiralado), dispostas paralelamente entre si, com coloração rosa a violácea e sem depressão superficial notável. Um sinal subjetivo típico desta fase é a coceira.

Com o tempo, a cor gradualmente diminui e as lesões exibem uma coloração semelhante a pele ou mais clara, acompanhadas por dobras finas e depressões superficiais. Normalmente aparecem em grupos e possuem comprimento, largura e profundidade variáveis. Em média o comprimento fica em torno de 4 cm e a largura em 3 mm e, a maioria, se aloja na derme e junção dermo-epidérmica.

Localizam-se, preferencialmente, em coxas, nádegas, mamas, ombros, região lombar e abdômen. Apesar de ser desconhecida a causa básica, sabe-se que atividade adrenocortical excessiva, fatores genéticos e alterações na regeneração/oxigenação do tecido conectivo são importantes no processo de desenvolvimento da estria. De acordo com alguns autores, as estrias são resultantes do rompimento das fibras elásticas devido às forças de tensão.

No entanto, outros autores acreditam serem as estrias o resultado de uma reação inflamatória inicial que determina a destruição das fibras colágenas e elásticas seguida de uma regeneração das fibras elásticas na direção imposta pelas forças mecânicas. Tem-se proposto, também, que as estrias ocorrem devido ao estiramento e à ruptura das ligações cruzadas rígidas de colágeno e colágeno elástico imaturo. Apesar de inúmeros estudos, a causa do surgimento das estrias ainda permanece obscura. Dentro os tratamentos possíveis, podemos citar: peeling de cristal associado ácido retinoico, laser fracionado, dermaroller, uso de fórmulas e ácidos prescritos pelo seu médico.

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